Perdida no vão da agenda,
entre o que foi concluído,
e o que restará em lenda,
sei que o céu não se remenda...
Pela fenda da janela,
saio da terrível cela...
Limitação que me atrela,
sem a doce liberdade...
Sou somente ser humano...
Preciso de um novo plano
em que eu controle o riso...
O pranto, a dor, cotidiano,
não me atirem para o insano...
Ralho sim comigo mesma...
Olhando o meu céu engano,
devo mudar direção...
Rolo os dados sobre a mesa,
vou sair desta dureza,
nem aí, se a sobremesa,
seja o tal, brigadeirão...
ANA MARIA GAZZANEO

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